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Multi-Canal

Textos escritos pelo colaborador da Revista Audio, Video, Design e Automação, Fabio Tucci, publicados na coluna mensal, Multi-Canal.

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Evolução das ondas

Sempre fui grande fã do rádio desde que me considero um modesto entendedor de música e tenho claras lembranças na memória, de ótimos momentos vividos sempre regidos pelas ondas sonoras da boa e velha frequência modulada, mais conhecida como FM.


Evolução das ondas


Ocorreram no século XIX as primeiras experimentações radiodifusoras, conhecidas como ondas eletromagnéticas do rádio, feitas pelo escocês James Clerk Maxwell e pelo alemão Heinrich Hertz e em seguida (1899) a patente de inventor do rádio ficou com o italiano Guglielmo Marconi, após bem sucedidos testes de transmissão sem fio. De lá para cá muita coisa mudou mas o rádio continua sendo um indispensável meio de comunicação, uma importante mídia de informação imediata e de conteúdo cultural.


Lembro-me até hoje do meu rádio-gravador da extinta marca AKAI, com alça portátil, estéreo e com um belo e iluminado dial analógico de estações além de dois lindos VU's também acesos, fantásticos de observar sob a luz noturna. Este tipo de equipamento na época era conhecido como ghetto blaster e hoje o nome dado aos conjuntos para Ipod que possuem caixas acústicas e amplificação é boombox. Este AKAI foi por muitos anos meu "xodó" de pré-adolescente. Tenho também registro na memória de outro aparelho incrível que pertencia ao meu pai, um tuner Sansui TU-555, com dial analógico que parecia um velocímetro de variant (o carro). A Sansui fabricou ótimos equipamentos eletrônicos até os anos 80.


Na época do dial analógico, ao mudar de estação a chiadeira era geral, rodava-se um botão parecido com o botão de um fogão dependendo do modelo do aparelho, de um lado para o outro procurando uma faixa interessante para ouvir mas felizmente logo se encontrava algo que nos prendia, poupando os nossos ouvidos da barulheira transitória. Neste percurso ouvia-se de tudo: desde ruídos intergalácticos até os exaltados locutores das estações mais populares, sem falar na época em que o rádio era utilizado como instrumento de propaganda política e ideológica em vários países.


Nos dias de hoje é possível sintonizar o dial no trânsito através do rádio no carro, em casa, no escritório, no notebook do trabalho através da internet, na Apple TV onde existem hoje milhares de opções de estações disponíveis para compor a trilha sonora do seu dia-a-dia, com gêneros que vão de Jazz à Rock, basta selecionar por gênero, clicar e ouvir.


Utilizando o programa iTunes, da Apple, apenas para citar um exemplo, é possível ouvir música através de diversas estações de rádio 24 horas por dia, em streaming ou seja quando o fluxo de mídia é reproduzido pelo computador ao mesmo tempo em que o conteúdo é ouvido, sem necessidade de armazenamento o que protege os artistas e seus direitos autorais.


As rádios também estão nos celulares: é curioso quando visito obras à trabalho e vejo o mestre-de-obras sonorizar todo o ambiente com seu celular, sintonizando uma estação com músicas de gosto duvidoso num volume ensurdecedor e apesar do sofrível resultado, a mídia portátil cumpre a sua função que é a de entreter o pessoal, sem custo algum.


Na próxima edição daremos continuidade a esse tema. Desejo a todos ótimas "radiações eletromagnéticas"!



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