A projeção de imagens em telas, sempre foi capaz de provocar os mais diversos sentimentos e emoções em pessoas de todas as idades.
Quem teve a feliz oportunidade de frequentar os antigos Drive-ins que foram moda nos anos 60 e 70 no Brasil, sabe do que estou falando. Com aproximadamente 10 anos de idade passei momentos felizes no banco do Dogde Dart do meu pai, assistindo divertidas sessões de filmes "B" e desenhos animados da época.
Para aqueles que nunca foram a um Drive-in, o esquema era o seguinte: após o pagamento do ingresso em uma cabine logo na entrada do espaço, que mais parecia um enorme estacionamento, podia-se ler os seguintes dizeres anunciados em uma placa: "Favor apagar os faróis". O carro então era conduzido e estacionado ao lado de pequenos postes com 2 alto-falantes pendurados, de frente para uma enorme tela de projeção.
Alí começava uma deliciosa aventura, pois assistir a um filme ou desenho, de pijama, no banco (que mais parecia um sofá) do carro com motor V8 da época era muito diferente de assistir TV no sofá de casa.
Havia intervalos no meio das sessões para as pessoas esticarem as pernas e comerem um hot-dog fora do carro se assim desejassem ou poderia ser servido dentro do próprio carro com garçonetes circulando de bandeja!
Lembranças à parte, os Drive-ins foram criados nos anos 30 por um americano, Richard M. Hollingshead Jr, que iniciou os testes no jardim da sua casa onde esticou uma tela entre 2 árvores e colocou um projetor Kodak no capô do seu carro. Na sequência posicionou um rádio atrás da tela e de dentro do carro testou o volume com os vidros fechados, percebeu que era possível assistir filmes desta forma.
Não precisa ser gênio para saber que a idéia se transformou em coqueluche e com a evolução do conceito nos anos 50, foram criados enormes espaços com mais de uma tela oferecendo diversos filmes simultaneamente, onde o público chegava antes do início das sessões com seus filhos para se divertirem fora dos carros.
Nos anos 80, com o aparecimento do VCR nos lares americanos, as famílias aos poucos trocaram os assentos dos carros pelo conforto dos sofás de casa e a mania começou a esfriar, sem desaparecer por completo.
Não perca no próximo episódio: o que realmente aconteceu com o público dos Drive-ins?
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